União das Freguesias de Portunhos e Outil União das Freguesias de Portunhos e Outil

História

Portunhos

Não se sabe ao certo a data de fundação de Portunhos, nem qual a razão da sua fundação. Foram encontrados alguns achados que remontam à Pré-história. Em 1991, foram encontrados vestígios romanos no sítio de Pardieiros, no lugar da Pena,  de um tesouro com 2000 moedas imperiais, datadas de finais do século IV ou princípios do século V. Existem referências à designação “Portunica” num documento do ano 1080.

Portunhos é atravessado pela ribeira de Ançã, no sentido norte-sul, onde em tempos passados esta era navegável, possibilitando a fundação de um porto, tendo recebido o nome de Portinhos. Este serviria para embarcar e desembarcar as mercadorias, como por exemplo o calcário, o sal vindo da Figueira da Foz e as pipas de vinho. A travessia da dita ribeira tornava a área circundante fértil, prosperando assim lagares de azeite e de moinhos, utilizando a energia hidráulica. O patrono de Portunhos é São Julião, Santo protector dos rios e portos, tornando assim mais credível a origem do nome de Portunhos.

Até ao ano de 1854, Portunhos integrou o concelho de Ançã e a comarca de Coimbra, de acordo com o foral do ano 1371, onde a localidade é incluída na doação por parte D. Fernando a D. Afonso Telo, conde de Barcelos, a jurisdição da vila de Ançã. Extinto o concelho de Ançã, Portunhos passou a pertencer ao concelho e comarca de Cantanhede.

Decorria o ano 1867, no lugar da Pena, sofreu um levantamento popular contra a proibição de os funerais continuarem a ser realizados no interior dos templos, instituindo a sua prática nos recém-criados cemitérios.


Outil

Outil já era habitado nas idades pré e proto-históricas. Por volta de 1899 encontrou-se um dólmen da época do Neolítico no sítio da Moita, encerrando vários objectos (adereços de mobiliário, instrumentos de pedra polida, fragmentos cerâmicos e ossos humanos).

Muitas são as referências, sendo os indícios (passagem dos romanos) de ordem arqueológica motivo de orgulho por parte dos seus moradores. É que esses indícios apontam para que no tempo do Império Romano já se vivia nesta terra, como se pode ler nas pedras de uma fonte de estilo romano localizada no cruzamento do caminho que liga as duas povoações.

Alguns moradores antigos guardam ainda na memória referências ouvidas de seus antepassados a uma torre – chamada a torre do Castelo – que restaria do corpo desaparecido dum castelo, cujas ruínas ainda se podem apreciar. Já na idade média, sabe-se que Outil foi sede de um couto (propriedade pertencente a membros do clero) de que eram donatários os Correia de Sá (Asseca) cujo prior recebia, na época, a quantia de 200 mil réis de renda. A importância do mencionado couto pode aferir-se pelo facto de dispor de justiças próprias, autoridades e empregados.

Por volta do século XVI, em 20 Dezembro de 1519, D. Manuel I concedeu a Outil o seu foral, atribuindo determinados privilégios e regulava a sua administração própria, reconhecendo um certo grau de autonomia.

Durante as invasões francesas, existem documentos que referem que no actual lugar Bombarda, foi feita uma trincheira artificial, com 2 metros de altura e com 1 km de comprimento com o objectivo de impedir e retardar a progressão do exército.

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