União das Freguesias de Portunhos e Outil União das Freguesias de Portunhos e Outil

Coletividades

Associação Cultural Desportiva e Recreativa Pedra Rija de Portunhos

O aparecimento da Pedra Rija de Portunhos, nasce de uma necessidade e de uma ideia, a completa ausência de infra-estruturas desportivas e recreativas que impossibilitava a prática de qualquer desporto ou actividade recreativa, de uma forma minimamente organizada. A ideia de que era importante e necessário fazer qualquer coisa tomou forma e foi a mola que nos deu a força necessária.

O Pedra Rija nasce de uma necessidade e de uma ideia, como já foi referido. Para as ilustrar, propomos recuar um pouco no tempo e recordar como se divertiam os jovens dos anos 70, na ausência da televisão, da play station, do computador, etc:

Natação – No verão, alguns faziam natação na “Aberta” e na “Pinta” e aprendiam mergulho nas águas geladas do “Olho da Gruta”. Outros iam à pesca a “calcão” com poceiros;

Hóquei  – Também jogavam hóquei com sticks feitos de troços de couve  e bolas de carvalheiro;

Tiro ao alvo – Treinavam a pontaria, atirando aos cocos, do Jardim da Fundação;

Caça e pesca – Davam azo aos instintos de caça, armando “costelos” e tirando ninhos;

Espadachim – Treinavam o espírito de luta e a rusticidade, jogando ao espadachim com espadas de verga;

Corrida – Faziam corridas, com carros de rolamentos;

Bola – Jogavam à bola no Largo das Almas, no meio de burros a escoicinhar, bois a desconfiar, rebanhos a correr e mulheres com o cântaro à cabeça a protestar.

Jogos de Aventura

Exploravam as grutas das pedreiras d’El Rei e Val d’Onceiras e, sem tino, estragavam as estalactites e estalagmites;

Atravessavam túneis (nos Largos das Almas e da Ponte);

Treinavam a arte da fuga e o instinto de sobrevivência, assaltando árvores de fruta, principalmente as pêras da Fundação ou as nêsperas do Jardim da mesma instituição;

Aprendiam a controlar o medo, jogando jogos de aventura, como a choca no lagar, escondendo-se em intermináveis túneis de lenha e na “Porta Secreta ” que tinha a magia de Harry PotterIam às “bolitas” à Mata e por vezes rachavam a cabeça;

Viam televisão, na casa do padre ou no “salão do povo”;

Jogavam ao espeta, à bogalhinha e ao pião, rotativamente ao longo do ano. Cada jogo tinha o seu tempo;

Brincavam ao escorrega pelas arribas abaixo, dando cabo da roupa e da pele.

Estávamos na década de setenta, pouco após o 25 de Abril. Os ventos da revolução sopravam forte, discutia-se tudo com entusiasmo: a política, as ideias, as carências e tudo o que estava por fazer. Em Portunhos, ainda se jogava a bola, no largo das almas. Nessa altura, havia uma grande quantidade de jovens desejosos de praticar desporto, jogar a bola e fazer outras coisas, mas não havia qualquer infra-estrutura desportiva que pudesse ser utilizada. Uma autêntica pobreza franciscana.

Disputávamos torneios de futebol por todo o lado, tínhamos sempre a maior assistência, mas não tínhamos estruturas. Quase todas as aldeias à nossa volta tinham já o seu clube e o seu campo o seu salão e nós ainda andávamos a ocupar olivais e a ocupar o salão velho da Fundação para algumas actividades esporádicas. A necessidade de uma associação era cada vez mais sentida.

Por volta de 1975, um grupo de jovens tomava conta de uma biblioteca, que tinha sido desanexada da escola primária e que passou a funcionar na Antiga Junta de Freguesia. Inspirados pelos ventos de mudança da altura, começaram, talvez sem querer ou sem saber, ou simplesmente porque estavam muitas vezes reunidos por causa da biblioteca, a discutir estas questões e a liderar o processo de formação de uma associação.

Era preciso criar uma estrutura sólida, que pudesse organizar a equipa existente, arranjar equipamentos, angariar fundos, fazer contactos, pensar num campo, pensar numa sede, etc, etc. Enfim, era necessário criar uma associação, partindo do zero. Mas a juventude é por natureza generosa, sonhadora e aventureira, e como o caminho se faz caminhando, propagaram os ideais, conseguiram adeptos e foram em frente.

Nome

Era preciso escolher um nome, uma identidade. Surgiram várias hipóteses: Académico de Portunhos, Associação Portunhense, e outros. Mas houve um que ficou logo no ouvido, Pedra Rija. Soava estranho,… mas parecia familiar… A ideia de uma entidade original, que de alguma forma reflectisse as nossas raízes culturais, prevaleceu sobre nomes esteriotipados, talvez mais sonantes, mas com pouco a ver connosco.

É de realçar que houve muita atenção à força das palavras e ao seu poder ao nível do simbólico, na formação de uma consciência colectiva.

Emblema

O passo seguinte foi criar um símbolo, uma imagem de marca. Fizeram-se vários estudos e escolheu-se o actual. Nele se encontra a nossa matriz cultural, um povo rural muito ligado à agricultura e à extracção da pedra.




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